Programa Recicleiros Cidades é certificado no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social

O Programa Recicleiros Cidades foi certificado e selecionado como finalista na 13ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, uma das principais iniciativas de reconhecimento a soluções que promovem impacto socioambiental no país.

Ao todo, 148 tecnologias sociais foram certificadas nesta edição, com iniciativas provenientes de 22 estados brasileiros. As soluções reconhecidas passam a integrar a Rede Transforma!, plataforma nacional que reúne metodologias validadas e com potencial de reaplicação em diferentes territórios.

A certificação reconhece iniciativas já implementadas, com resultados comprovados e capacidade de gerar transformação social. Entre os critérios avaliados estão efetividade, inovação, sistematização e interação com a comunidade.

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No caso do Programa Recicleiros Cidades, o reconhecimento reforça a consistência de uma metodologia que atua na estruturação de sistemas municipais de coleta seletiva, combinando infraestrutura, governança, financiamento e inclusão socioprodutiva de catadoras e catadores.


Em grande parte dos municípios brasileiros, a coleta seletiva ainda depende de iniciativas pontuais, com baixa previsibilidade e dificuldade de escala. O programa idealizado pelo Instituto Recicleiros atua justamente na superação desse cenário, estruturando a reciclagem como política pública contínua.

Mais do que uma iniciativa pontual, o Programa Recicleiros Cidades propõe um modelo replicável, com resultados mensuráveis na recuperação de materiais, na redução de resíduos destinados a aterros e na geração de trabalho digno para catadoras e catadores.

Estar entre as tecnologias certificadas e finalistas amplia a visibilidade do modelo de sistemas municipais de coleta seletiva e reforça sua relevância dentro do campo das soluções socioambientais no Brasil.

“A certificação é uma conquista muito importante. Reconhece essa metodologia pioneira e inovadora criada pelo Instituto Recicleiros, que vem demonstrando ser um caminho estratégico para o avanço da economia circular e da sustentabilidade em cidades brasileiras”, comenta Erich Burger, Diretor Institucional do Instituto Recicleiros.

A cerimônia de premiação está prevista para o dia 29 de maio, durante a Semana Nacional de Tecnologia Social.

Estar entre as tecnologias certificadas e finalistas reconhece o Programa Recicleiros Cidades e reforça sua relevância no campo das soluções socioambientais no Brasil.


Veja todas as nossas certificações 

 

Sobre o Programa Recicleiros Cidades

O Programa Recicleiros Cidades – que tem o patrocínio de AEPW, Alliance to End Plastic Waste, e BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social –  promove a reciclagem inclusiva e sustentável nos municípios, conectando todos os envolvidos no processo para garantir que a reciclagem seja eficiente, de alto impacto e economicamente viável. Recicleiros oferece às prefeituras conhecimento técnico, parcerias e investimentos para ajudar a implementar a coleta seletiva e reciclagem como uma política pública perene.

Além disso, introduz um novo modelo de centrais de reciclagem: unidades modernas, seguras e eficientes, equipadas com tecnologia avançada e gestão profissional. Essas centrais geram oportunidades de trabalho e capacitação constante para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Em paralelo, Recicleiros e a cooperativa realizam ações educativas para conscientizar e engajar a população local, incentivando a responsabilidade comunitária com o meio ambiente e com as pessoas. Dessa forma, o projeto consolida uma tecnologia socioambiental inspiradora e de sucesso em diversas cidades brasileiras.

Hoje, o Programa Recicleiros Cidades está presente em 14 municípios com sistemas de coleta seletiva com a participação de cooperativas de catadores em onze estados brasileiros. 

Sobre o Instituto Recicleiros

O Instituto Recicleiros é uma Organização da Sociedade Civil (OSP), qualificada como OSCIP, que atua há mais de 18 anos no desenvolvimento de soluções para a gestão sustentável de resíduos sólidos em todo Brasil, com especial foco na recuperação de embalagens pós-consumo com a inclusão de catadores e catadoras. Por meio do Programa Recicleiros Cidades, implanta nos municípios brasileiros a coleta seletiva e a reciclagem, envolvendo em um mesmo ecossistema circular Prefeituras, Empresas, Catadores e Cidadãos.

Artigo internacional analisa por que UPMRs ainda não são economicamente autossustentáveis no Brasil

O primeiro artigo internacional desenvolvido a partir da base de dados do Programa Recicleiros Cidades acaba de ser publicado. Intitulado “Why are recyclable material recovery facilities not economically self-sustaining? A technical, financial and social analysis based on data from units in Brazil”, o estudo, realizado em parceria com o Núcleo de Estudo e Pesquisa em Resíduos Sólidos (NEPER) da Universidade de São Paulo (USP), utilizou dados produtivos das Unidades de Processamento de Materiais Recicláveis (UPMRs) incubadas por Recicleiros.

O artigo foi publicado na Waste Management & Research, revista científica da ISWA (International Solid Waste Association), reconhecida como um dos principais periódicos internacionais na área de resíduos sólidos. A publicação reforça a atuação do Vox Lab, laboratório de pesquisas do Instituto Recicleiros, que conta com patrocínio semente da SIG e vem ampliando a produção de dados e evidências qualificadas sobre a gestão de resíduos no Brasil.

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A pesquisa avaliou o desempenho operacional e financeiro de 12 UPMRs localizadas em quatro regiões brasileiras, todas incubadas pelo Programa Recicleiros Cidades. Para isso, foi desenvolvido um arcabouço analítico composto por 13 métricas, voltadas à análise de indicadores de produtividade, custos, receitas e condições de trabalho. Também foram conduzidas análises estatísticas para investigar as relações entre essas métricas e seus efeitos sobre os resultados das unidades.

Entre os fatores examinados estão custos de processamento, taxas de produtividade, índices de rejeito, custo por massa processada, despesas com mão de obra e rotatividade dos trabalhadores.

Os resultados indicam que a sustentabilidade das UPMRs não se resume à eficiência operacional. Mesmo quando dispõem de infraestrutura adequada e apresentam bom desempenho na comercialização de materiais, muitas unidades ainda enfrentam limitações estruturais para garantir estabilidade econômica.

Na área de resíduos entendemos que a reciclagem é um serviço essencial para o bom funcionamento das nossas cidades, já que nos fornece benefícios ambientais e também é um importante gerador de trabalho e renda. Como contribuição do nosso trabalho temos a observação, através de dados, de que o sistema atual de operação das cooperativas de catadores de materiais recicláveis no Brasil não garante sustentabilidade econômica a essas organizações. Percebemos isto mesmo quando estas têm acesso a estrutura adequada para operar e apresentam bons resultados na comercialização de materiais. Desta forma foi demonstrado através de uma série de análises a necessidade de ampliar a quantidade de material reciclável que chega às unidades, mas também a necessidade de reconhecer financeiramente o trabalho dos catadores, de forma que as cooperativas ofereçam ambiente adequado para os trabalhadores e que estes obtenham remuneração justa e condizente com os benefícios que oferecem à sociedade”, diz Ana Teresa Rodrigues de Sousa, doutoranda em Ciências da Engenharia Ambiental e uma das autoras do estudo.

A partir dessas evidências, o artigo destaca a necessidade de modelos de financiamento mais estruturados, como taxas de serviço, parcerias público-privadas e mecanismos de responsabilidade estendida do produtor. Além disso, reforça a importância de políticas públicas que combinem eficiência técnica, equidade social e estabilidade de receitas.

O estudo também traz contribuições aplicáveis a outros países em desenvolvimento. As métricas e indicadores propostos podem servir como indicadores-chave de desempenho operacional para avaliar cooperativas de reciclagem em diferentes contextos.

O Instituto Recicleiros vem pautando a cadeia ética da reciclagem em diferentes frentes e de forma pioneira no Brasil. Participar da produção de um artigo para uma publicação internacional de prestígio, enriquecendo nossos dados com a análise e visão acadêmica do Neper, é motivo de muito orgulho. O tema ainda tem um longo caminho a percorrer, mas estamos prontos para ser ponte e levá-lo cada vez mais longe”, comenta Luciana Ribeiro, Analista de Projetos do Instituto Recicleiros.

Autores do artigo: Igor Matheus Benites, Julia Fonseca Colombo Andrade, Ana Teresa Rodrigues de Sousa, Luciana Ribeiro, Monica Alves e Valdir Schalch.

Clique aqui para ler ou baixar em PDF o artigo completo.

Assembleia Geral Ordinária: como a preparação estruturada fortalece a gestão das cooperativas

Com a conclusão recente das Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) nas cooperativas, o momento reforça seu papel como um dos principais instrumentos de organização da gestão.

Prevista no modelo cooperativista e obrigatória até o mês de março de cada ano, a Assembleia Geral Ordinária vai além de um cumprimento formal. É nesse espaço que os cooperados analisam resultados, definem prioridades e organizam o planejamento para o ciclo seguinte.

Quando bem conduzida, a AGO contribui diretamente para a organização interna, o alinhamento entre os cooperados e a previsibilidade na execução das atividades. Também impacta o desenvolvimento socioprofissional dos cooperados, que passam a participar das decisões, interpretar resultados e planejar as ações com mais clareza.

Cooperados reunidos durante a AGO na Recicla Caçador, Paraná.

Esse resultado não se constrói apenas no momento da assembleia, ele começa a ser desenvolvido meses antes, a partir da preparação das lideranças, da organização das informações e do acompanhamento contínuo do grupo. Esse processo reduz improvisos, qualifica as discussões e contribui para decisões mais alinhadas com a realidade da cooperativa.

O Núcleo de Desenvolvimento do Catador (NDC), do Instituto Recicleiros, atua estruturando essa jornada por meio de uma metodologia inovadora baseada em formação e acompanhamento contínuo. Assim, prepara as cooperativas para que a Assembleia Geral Ordinária deixe de ser apenas um requisito formal e passe a funcionar como um instrumento efetivo de gestão e planejamento.

Cooperados reunidos durante a AGO na Recicla São José do Rio Pardo, São Paulo.

Para parceiros públicos e privados, esse nível de organização se traduz em maior segurança operacional, mais previsibilidade e melhores condições de acompanhamento dos resultados ao longo do tempo. Cooperativas mais estruturadas operam com mais estabilidade, clareza de processos e capacidade de execução dentro de sistemas de coleta seletiva.

Como parte dessa abordagem, Recicleiros está consolidando essa metodologia no Guia de Formação de Cooperativas de Reciclagem, que será lançado em breve. O material reunirá aprendizados práticos e orientações para estruturar esse processo em diferentes territórios, ampliando sua aplicação com mais consistência e previsibilidade.

 

Guaxupé (MG) é selecionada em edital internacional para desenvolver projeto de ação climática focado em compostagem

Foto: André Sanches e Fernando Pavoski.

O município de Guaxupé (MG), reconhecido por sua política pública de coleta seletiva e reciclagem, foi selecionado em edital internacional promovido pela rede C40 Cities e pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM). A iniciativa apoia cidades na estruturação de sistemas de gestão e tratamento de resíduos orgânicos com foco na mitigação climática. O anúncio ocorreu durante a 89ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).

O projeto “Guaxupé Composta – Implantação de Sistema Integrado de Tratamento de Resíduos Orgânicos” foi submetido pela Prefeitura de Guaxupé em parceria com o Instituto Recicleiros e a cooperativa de catadores Recicla Guaxupé, e aprovado pelo Programa Mutirão Brasil. No total, 33 cidades e dois estados foram selecionados para receber suporte técnico e financeiro entre mais de 150 propostas enviadas.

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“Prefeitos de todo o Brasil estão avançando com ideias ousadas para enfrentar a crise climática ao mesmo tempo em que melhoram o dia a dia da população. O Programa Mutirão Brasil conecta as cidades ao conhecimento técnico e às parcerias necessárias para transformar planos em ação”, afirma Mark Watts, diretor executivo da C40 Cities.

O “Guaxupé Composta” busca estruturar um piloto de compostagem municipal, gerar dados operacionais reais e, a partir disso, elaborar o Plano Municipal de Compostagem, com potencial de escala para que outras cidades da região possam avançar nessa agenda. O projeto contribuirá para reduzir emissões de metano ao desviar matéria orgânica do aterro sanitário e promover o tratamento por compostagem. Esse material será convertido em composto para uso em agricultura e áreas verdes, com potencial de geração de créditos de carbono.

“Ter conseguido entrar nesse processo foi um grande passo para o município, visto que a compostagem é essencial para a gestão sustentável de resíduos. Ao transformar restos orgânicos em adubo, reduz-se o volume enviado a aterros e os impactos ambientais, como a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, a prática pode ser integrada a ações de educação ambiental, incentivando a participação da população”, afirma Rafaela Macedo Soares, Diretora de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura de Guaxupé.

O sistema de compostagem será implantado em área pública já dedicada à gestão de resíduos sólidos, onde já funcionam a Unidade de Processamento de Materiais Recicláveis (UPMR), o sistema municipal de gestão de resíduos da construção civil (RCC) e outras estruturas de manejo de resíduos urbanos. A expectativa inicial é de que o projeto trate cerca de 200 toneladas mensais. 

Impactos esperados

Ambientais: redução da disposição de orgânicos em aterro, diminuição de emissões de metano e produção de composto orgânico.

Sociais: fortalecimento da cooperativa de catadores Recicla Guaxupé, que será capacitada também para trabalhar na área de resíduos orgânicos, o que vai ampliar as oportunidades de trabalho e renda.

Econômicos: redução dos custos com a destinação final e potencial de geração futura de receitas com créditos de carbono.

Institucionais: elaboração do Plano Municipal de Compostagem, que vai gerar dados técnicos que servirão de modelo para outras cidades.

Assim, Guaxupé avança na implantação de um sistema integrado de tratamento de resíduos orgânicos, alinhando compostagem, inclusão de catadores e planejamento climático ao sistema de reciclagem já consolidado no município.

Programa Recicleiros Cidades

Desde 2020, Guaxupé integra o Programa Recicleiros Cidades, plataforma de desenvolvimento de políticas públicas de reciclagem e economia circular. Em 2025, o município registrou 548,19 toneladas de materiais reciclados, com 21 catadoras e catadores atuando no sistema e 484 ações de mobilização e educação ambiental realizadas.

“Guaxupé está construindo uma caminhada sólida e bem orientada rumo a um modelo de gestão de resíduos inclusivo e de baixo impacto ambiental. Um verdadeiro exemplo que prova que isso é possível quando a administração municipal é séria e comprometida. Com mais essa iniciativa, a cidade avança ainda mais, depois de estabelecer seu programa de reciclagem de sólidos secos em parceria com a cooperativa de catadores que agora terá mais esta oportunidade de desenvolvimento. Que sirva de referência e inspiração”, comenta  Erich Burger, Diretor Institucional do Instituto Recicleiros.

Catadores como protagonistas

A cooperativa Recicla Guaxupé, que já atua no processamento de resíduos sólidos no município, será protagonista no projeto “Guaxupé Composta”, já que vai ampliar sua atuação para os materiais orgânicos. “A Recicla abraça esse novo desafio inovador e acredita que o projeto será o início de uma nova etapa na gestão de resíduos em Guaxupé”, prevê Daniela Paulino, Presidente da Recicla Guaxupé.

A seleção de Guaxupé no Programa Mutirão Brasil é resultado da parceria entre a Prefeitura Municipal de Guaxupé, responsável pela coordenação institucional, infraestrutura e parte do financiamento do projeto; o Instituto Recicleiros, que atua no planejamento estratégico, suporte técnico e articulação institucional; e a Cooperativa Recicla Guaxupé, responsável pela operação, coleta, controle de dados e futura gestão de créditos de carbono, com apoio das Secretarias de Meio Ambiente, Obras e Serviços Urbanos e Educação.

Com a iniciativa, Guaxupé reforça o papel dos municípios na implementação de soluções climáticas concretas, conectando gestão de resíduos, política pública e impacto ambiental.

Cataguases inaugura Sistema Municipal de Coleta Seletiva e lança cooperativa de catadores como parte da política pública de reciclagem

A cidade de Cataguases (MG) acaba de dar mais um passo importante em direção à gestão responsável de resíduos sólidos com a inauguração do Sistema Municipal de Coleta Seletiva e da cooperativa Recicla Cataguases. O evento de abertura contou com a presença de representantes da prefeitura, das empresas e organizações investidoras, como BNDES e Alliance To End Plastic Waste, e do Instituto Recicleiros, que incuba o projeto.

Mais do que uma infraestrutura segura, moderna e completa para processamento de materiais recicláveis, a Recicla Cataguases representa um modelo inovador de cooperativa inserido dentro de uma política pública para gestão de resíduos – desenvolvida em parceria com gestores públicos, empresas e sociedade civil – que coloca os catadores como protagonistas dentro do ecossistema.

“Cataguases está dando o exemplo não só para a região mas para todo o país. Uma cidade que se propõe a enxergar a realidade dos resíduos como ela é e, a partir disso, prover as condições necessárias para que o serviço se estabeleça e avance, sem perder de vista a questão de direitos humanos e justiça social. O que está sendo feito aqui em Cataguases é a inauguração de uma política socioambiental que não negligencia a questão humana ao reconhecer que reciclar tem um custo e que pessoas que precisam de renda digna e estável são o coração dessa operação”, diz Erich Burger, diretor do Instituto Recicleiros.

Inclusão Social

A implantação do Sistema Municipal de Coleta Seletiva de Cataguases estabelece uma política pública que integra coleta, triagem, educação ambiental e comercialização de recicláveis. A iniciativa inclui contrato estruturado entre a Prefeitura e a cooperativa de catadores, garantindo remuneração justa pelos serviços ambientais prestados, estabilidade para a operação da coleta seletiva e reciclagem, continuidade das ações de educação ambiental e a expansão da cobertura do serviço até sua universalização para atender todo o município.

O prefeito José Henriques destacou que a implantação do sistema representa um avanço importante para a cidade, unindo preservação ambiental, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida da população. “Estamos construindo uma política pública sólida, que transforma um problema ambiental em oportunidade de desenvolvimento social e econômico. A coleta seletiva significa uma cidade mais limpa, mais consciente e com novas oportunidades para quem vive do trabalho da reciclagem”, afirmou.

Dentro desse sistema, as cooperativas são empreendimentos que fazem a diferença na sociedade. As catadoras e os catadores da Recicla Cataguases são os responsáveis por receber, separar e processar os materiais recicláveis em uma central de triagem com infraestrutura de ponta, com segurança e condições dignas de trabalho, além de atuarem na execução das ações de educação ambiental, tudo isso com previsão de pagamento dos serviços prestados. Assim, transformam o que era “lixo” em fonte de renda para os profissionais e suas famílias.

“A Recicla Cataguases quer deixar como legado uma cidade mais limpa, mais sustentável e dar uma vida melhor para cada catador. É muito importante o apoio de todas e todos porque sem a prefeitura, investidores e Recicleiros, não teríamos galpão e estrutura para um trabalho digno dos cooperados”, afirma Brenda Liberato, diretora administrativa da cooperativa.

Além de todo o trabalho essencial pelo meio ambiente, os cooperados participam de uma série de cursos e formações técnicas profissionalizantes, conduzidas pelo Instituto Recicleiros. Após o período de incubação, os profissionais herdam toda a estrutura e contratos estabelecidos e passam a operar de forma autônoma dentro do ecossistema de coleta seletiva e reciclagem municipal.

“Essa cooperativa reforça os investimentos que a Alliance vem fazendo junto ao Instituto Recicleiros para ampliar a infraestrutura de Coleta e Separação de Resíduos Plásticos no Brasil, possibilitando sua valorização”, afirma Hugo Ladeira, Presidente Alliance To End Plastic Waste Brasil sobre a Recicla Cataguases. 

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destaca o projeto como exemplo prático das políticas operacionais do Banco com foco na sustentabilidade, inclusão produtiva e economia circular.  “Mais do que apoio financeiro, estamos levando dignidade aos catadores e catadoras, reconhecendo-os como agentes ambientais essenciais e fortalecendo a coleta seletiva para gerar emprego e renda na Zona da Mata mineira”, ressaltou. “Essa operação está em conformidade com a legislação brasileira de resíduos sólidos, engajando cooperativas e o setor privado no processo de transição ecológica. Ao apoiar os trabalhadores mais vulneráveis da cadeia de reciclagem, estamos cumprindo o compromisso do governo do presidente Lula com a retomada do papel social do BNDES”.

Como parte da implantação do Sistema Municipal de Coleta Seletiva, já começaram e continuarão sendo realizadas de forma perene ações de mobilização para orientar a população sobre a separação correta dos resíduos recicláveis. As ações vão desde visitas porta a porta, passando pelo uso de comunicação digital, trabalho em escolas, órgãos públicos, entre outras. Em paralelo, foram estruturadas as rotinas operacionais e logísticas necessárias para o funcionamento da coleta seletiva no município.

Vale frisar que a coleta seletiva porta a porta está sendo implementada em todo o município de Cataguases de forma gradativa. No segundo semestre, todo o perímetro urbano será atendido pelo caminhão da coleta seletiva.

Cataguases, seja bem-vinda ao Programa Recicleiros Cidades!

Por que as pessoas não reciclam? Pesquisa Vox Lab revela o comportamento do brasileiro na reciclagem

Reciclar é fundamental para o desenvolvimento sustentável. A maioria das pessoas concorda com a ideia que esta é uma prática necessária. Mas, por que os índices de reciclagem são tão incipientes no Brasil? 

O Vox Lab, laboratório de pesquisas de comportamento do Instituto Recicleiros, desenvolveu uma pesquisa inédita sobre hábitos de reciclagem da população brasileira que ajuda a entender esse contexto. O conteúdo está no e-book “O Brasil que diz sim, mas não separa!”, que acaba de ser lançado e pode ser baixado gratuitamente.

Após dois anos de trabalho de campo, batendo à porta de pessoas em 11 cidades, distribuídas por oito estados e quatro regiões, a pesquisa do Vox Lab, que conta com apoio da SIG, ouviu 4.419 pessoas para compreender como a população se relaciona com a coleta seletiva, qual o nível de conhecimento sobre reciclagem e o que impede que atitudes positivas se concretizem em práticas urbanas.

A pesquisa, conduzida com rigor científico e realizada junto aos municípios que integram o Programa Recicleiros Cidades, revela dados inéditos das barreiras comportamentais que dificultam o avanço da reciclagem no país. 

Baixe agora o e-book “O Brasil que diz sim, mas não separa!”

O conteúdo deste material pode ser aproveitado de maneira estratégica por gestores públicos na formulação de políticas públicas; programas de ESG de empresas comprometidas com a causa socioambiental; iniciativas de educação ambiental; e ações de comunicação e mobilização social.

“Essa pesquisa revela que os desafios da reciclagem no Brasil não estão somente na infraestrutura, mas também no comportamento da população. Ao escutarmos mais de quatro mil pessoas em suas próprias casas, conseguimos entender nuances profundas do porquê o brasileiro diz que recicla, mas não separa. Nesse e-book, trazemos um recorte destas análises, com o propósito de ser um material de apoio para entendermos melhor as lacunas da cultura, educação e mobilização para a mudança de comportamento para reciclagem no Brasil”, diz a pesquisadora Mônica Alves, mestre em Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental e Ciências Ambientais. 

Segundo a gerente de Sustentabilidade da SIG, “a reciclagem vai muito além da gestão de resíduos: ela é um vetor de impacto ambiental, social e econômico. Este e-book traduz conhecimento científico em caminhos práticos, capazes de fortalecer políticas públicas, orientar empresas e engajar cidadãos na construção de uma cadeia de reciclagem ética, inclusiva e transformadora.”

Sobre o Vox Lab

O Vox Lab, que tem a SIG como patrocinadora semente, é um laboratório voltado para as experiências e geração de conhecimento em mudança de comportamento para a reciclagem. Desde agosto de 2022, desenvolve pesquisas e testes dentro dos territórios do Programa Recicleiros Cidades. 

Primeira iniciativa consolidada de Recicleiros Lab, o Vox Lab se dedica a gerar dados com base em experiências práticas e transformar em conhecimento para ser compartilhado com o ecossistema, a fim de promover uma reciclagem de impacto, geradora de transformação social, viável economicamente e passível de ser replicada.

O Vox Lab produz conhecimento com base em experimentação prática, registro de dados qualificados e realização de pesquisas quantitativas e qualitativas. Tudo isso baseado no rigor científico e na qualidade que está no modo de ser Recicleiros.

A Reciclagem Não Tira Férias: quando os dados guiam ação e mobilização

A campanha “A Reciclagem Não Tira Férias” nasceu de uma leitura atenta dos dados coletados pelo Programa Recicleiros Cidades. Em 2024, uma das metas do programa era ampliar a arrecadação de materiais recicláveis nas escolas municipais, de forma a fortalecer o engajamento de alunos, famílias, educadoras e educadores na coleta seletiva.

Durante a análise dos relatórios, um dado chamou atenção: em Cajazeiras (PB), a captação de materiais havia caído de 3,4 toneladas em abril de 2022 para 1,5 tonelada no mesmo período de 2023. Em contrapartida, observou-se um padrão de replicação entre mobilizadores, quando uma equipe iniciava a ação, outras cidades tendiam a acompanhar, mantendo uma média de cerca de 4 toneladas.

As equipes de campo também relataram que muitas escolas realizavam o descarte de materiais escolares sem possibilidade de reutilização, como livros e cadernos. A partir desse cenário, surgiu a pergunta central que orientou a campanha: como potencializar essa destinação e transformar esse momento em uma ação coletiva?

Assim se estruturou a campanha que envolve escolas, comunidades, cooperativas e gestores públicos em uma mobilização ambiental que ultrapassa o ano letivo.

Material arrecadado na campanha em Três Rios/RJ

Duas frentes de trabalho, um objetivo em comum

A campanha foi organizada em duas frentes principais, com estudantes incentivados a realizar o descarte adequado dos materiais usados ao longo do ano e as escolas responsáveis por encaminhar livros, apostilas e itens que não poderiam ser aproveitados no ano seguinte.

Com sugestões das equipes locais, a mobilização foi ampliada para toda a comunidade, por meio da instalação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) temporários em cooperativas, bibliotecas, secretarias e demais locais de grande circulação.

Ponto de entrega voluntária (PEV) em Serra Talhada/PE

A comunicação priorizou clareza e praticidade, conectando as redes sociais de prefeituras e cooperativas, grupos de responsáveis e bilhetes enviados pelas escolas. As ações resultaram em forte engajamento comunitário, os  moradores passaram a organizar caixas para coleta seletiva, famílias levam materiais aos PEVs e os cooperados são preparados para receber esse aumento no fluxo de resíduos recicláveis.

“A campanha ‘A reciclagem não tira férias’ é de suma importância para cooperativa, porque temos a chance de aumentar a massa devido ao descarte de cadernos e livros usados no ano letivo. No primeiro ano, entrou muito material de algumas escolas que estavam acumulando, demos muita sorte”, diz Daniela Paulino, Presidente da Cooperativa Recicla Guaxupé.

Parte do material arrecadado na campanha em Guaxupé/MG

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Impacto medido em toneladas e em participação

A campanha contou com a adesão de 9 das 12 cidades participantes do Programa Recicleiros Cidades e alcançou 136 toneladas de materiais arrecadados. O destaque ficou para Cajazeiras, que registrou 27,1 toneladas, quase 18 vezes mais que no ano anterior, contudo as outras cidades também revelaram mudanças na rotina da UPMR. 

Esse aumento expressivo de materiais foi comemorado por toda a equipe de triagem e mobilização, destacando a importância e impacto positivo direto que o trabalho cotidiano de uma cooperativa tem na comunidade.

“No primeiro ano, a dúvida sobre a adesão das escolas, pais e alunos deu lugar a uma grande surpresa: o sucesso! O trabalho de mobilização dos cooperados e a colaboração na divulgação de parceiros, o envolvimento de toda a comunidade escolar… a campanha arrecadou uma grande quantidade de livros, apostilas e papéis, muitos guardados há anos. Foi sucesso e fez uma enorme diferença para o trabalho da cooperativa e para o meio ambiente”, comenta Gisele Biléia, Líder Local de Guaxupé.

Um ciclo que se renova

As escolas participantes receberam certificados e a ação ganhou visibilidade nas mídias locais. No ano seguinte, a campanha foi replicada em novas cidades, consolidando-se como prática recorrente dentro do Programa Recicleiros Cidades.

Entrega de certificado pela Recicla Guaxupé à Escola Municipal Coronel Antônio Costa Monteiro.

O avanço da iniciativa demonstra como ações orientadas por dados podem gerar resultados sustentáveis, articulando educação ambiental, gestão de resíduos e participação comunitária. À medida que novos anos letivos se encerram, novas oportunidades de fortalecer essa mobilização continuam surgindo.

Recicleiros, Alcoa Foundation e Prefeitura de Juruti juntos pela reciclagem inclusiva

Durante a COP30 que acontece em Belém (PA), o Instituto Recicleiros, a Alcoa Foundation e o município de Juruti, no oeste do Pará, anunciaram uma parceria para fortalecer o ecossistema de reciclagem na cidade.

O projeto prevê investimentos de R$ 2,8 milhões e criará uma nova Unidade de Reciclagem, desenvolverá um Plano Municipal de Coleta Seletiva e oferecerá treinamento técnico e apoio inicial a cooperativas de reciclagem locais, melhorando a eficiência, a segurança e a geração de renda para cerca de 40 catadoras e catadores de materiais recicláveis e suas famílias.

“O projeto Recicleiros demonstra como melhorar a vida das pessoas e proteger o meio ambiente podem andar de mãos dadas”, afirma Erich Burger, Diretor Institucional do Recicleiros. “Com o apoio da Alcoa Foundation, vamos capacitar os catadores de materiais recicláveis locais, fortalecer a infraestrutura de reciclagem e ajudar Juruti a se tornar um modelo de economia circular na Amazônia.”

A parceria é resultado da experiência prática do Instituto Recicleiros por meio do Programa Recicleiros Cidades que incuba, atualmente, 15 cooperativas de catadores de materiais recicláveis nos municípios brasileiros, unindo empresas, gestores públicos, catadores e sociedade. Até setembro último, o Programa Recicleiros Cidades já recuperou 22,5 mil toneladas de materiais, atende 1.013 milhão de pessoas com coleta seletiva na porta e gera 275 postos de trabalho diretos.

“Por meio dessa colaboração, estamos reforçando o compromisso da Alcoa Foundation com o desenvolvimento comunitário sustentável e inclusivo”, disse Caroline Rossignol, presidente da Alcoa Foundation. “Ao apoiar o trabalho de Recicleiros, estamos criando oportunidades reais para as pessoas e, ao mesmo tempo, fortalecendo os sistemas circulares que protegem o planeta.”

O evento, que aconteceu na COP no Espaço ABAL Free Zone (Praça da Bandeira), contou com as presenças de Pâmella De-Cnop, Diretora de assuntos externos e sustentabilidade da Alcoa e Presidente do Instituto Alcoa; Lucidia Batista, Prefeita de Juruti, Gerson Paes, Coordenador de Licenciamento da Mineração na SEMAS; Daniel Santos, Presidente da Alcoa Brasil; e Erich Burger, do Instituto Recicleiros.

Vale lembrar que a Alcoa Foundation apoia a Academia Recicleiros do Catador, uma plataforma de educação online gratuita que oferece treinamento profissional e comportamental para membros de cooperativas em todo o país. O currículo da Academia inclui módulos sobre operações, segurança, liderança, administração e governança, fortalecendo a economia circular do Brasil desde a base.

Mobilização orientada por dados: transformando informação em impacto

Quando falamos em Mobilização, aposto que você pensa logo nas ações feitas nas escolas com as crianças, nas ruas, nas campanhas… e é isso mesmo! Esse é o lado visível, que toca as pessoas. Mas, o que nem todo mundo sabe é que, por trás de tudo isso, existe uma estrutura enorme de dados, planilhas e análises que ajudam o setor a funcionar do jeito certo.

No contexto do Programa Recicleiros Cidades, a Mobilização passou por uma transformação silenciosa, mas profunda. O que antes era apenas o registro manual das tarefas realizadas e a percepção empírica se transformou em um modelo organizado e orientado por dados, onde cada ação é mapeada, analisada e transformada em conhecimento.

Do registro à inteligência

O processo foi gradual. Começamos com planilhas simples com registros que mostravam onde estivemos, quando, com quem e com qual objetivo. Mas, conforme o trabalho crescia, ficou claro que precisávamos enxergar além.

Foi assim que nasceram os dashboards de Mobilização: painéis dinâmicos que reúnem dados de campo, relatórios de eventos, resultados de campanhas e indicadores de impacto, que representaram uma verdadeira virada de chave. Hoje, conseguimos não apenas saber o que foi feito, mas como e por que cada ação gerou determinado resultado.

Dados que contam histórias

Esses números não são frios, eles contam histórias. Mostram o engajamento crescente da comunidade, as campanhas que mais despertam interesse, os territórios que demandam atenção e os resultados das ações de educação ambiental.

Cada ponto no gráfico representa uma ação, com pessoas reais, que se envolveram, participaram e transformaram seu entorno. E é justamente isso que torna a Mobilização do Instituto Recicleiros única: a combinação entre encantamento humano e precisão analítica.

Eficiência com propósito

Com essa estrutura, o planejamento ficou mais estratégico. As equipes conseguem cruzar dados de participação, adesão e engajamento, além de identificar tendências e gargalos.

Os dashboards permitem atuar com agilidade, reforçando o princípio da melhoria contínua, um dos pilares da Mobilização. Agora, cada reunião, campanha e nova ideia nascem sustentadas em evidências. Isso garante que o trabalho em campo seja inspirador, eficiente e mensurável.

É aí que a Mobilização se torna ainda melhor. Quando você consegue enxergar os resultados de forma clara, tudo ganha outro ritmo. As reuniões ficam mais objetivas, as campanhas são pensadas com base no que deu certo (e no que não deu), e o tempo em campo é usado com mais estratégia.

A verdade é que os dashboards viraram uma espécie de bússola. Não substituem o olhar humano, mas dão base a ele. Afinal, mobilizar continua sendo sobre pessoas, conversa e vínculo. A diferença é que agora temos informação estruturada para apoiar cada decisão.

Um futuro orientado por dados e pessoas

A Mobilização segue sendo o ponto de partida das transformações nas cidades. Mas, hoje, é também um espaço de análise, planejamento e aprendizado.

Cada dado registrado é uma semente plantada e cada insight gerado é um passo em direção a comunidades mais engajadas e cooperativas mais fortalecidas.

Porque mobilizar é, sim, sobre pessoas, mas também sobre entender o que os dados nos contam sobre elas para seguir transformando realidades com mais clareza, eficiência e impacto.

A Mobilização segue em crescimento, se reinventando e aprendendo com o que os dados mostram e com o que as pessoas ensinam. Porque é assim que o encantamento e a análise se encontram: um orienta o outro.

Instituto Recicleiros apresenta o Relatório de Impacto Socioambiental 2024

O Instituto Recicleiros lançou a mais nova edição do seu Relatório Anual de Impacto Socioambiental, com os resultados referentes a 2024. 

Em sua terceira edição, o Relatório Recicleiros reforça o compromisso da organização com transparência e inovação e lembra sua missão primordial: fomentar a cultura da reciclagem no Brasil. O material destaca as principais conquistas, os desafios enfrentados ao longo do ano e os resultados alcançados pelas cooperativas de reciclagem que integram o Programa Recicleiros Cidades.

Veja alguns números do Relatório 2024:

  • 978.977 pessoas atendidas com o Programa Recicleiros Cidades;
  • 7.186,98 toneladas de resíduos reciclados em 2024 (18.065,24 toneladas desde o início do programa);
  • 2.136 ações de mobilização social e educação ambiental realizadas.

Muito mais do que um balanço, o relatório é um convite para a reflexão, a fim de inspirar, orientar e engajar os leitores na construção da necessária transformação socioambiental.

O documento, disponível para acesso público, também apresenta as iniciativas do Instituto Recicleiros em sua missão de integrar e dialogar com os diferentes setores da sociedade envolvidos na causa socioambiental – técnicos e gestores públicos, catadoras e catadores de materiais recicláveis, empresas e cidadãos.

Quer conhecer melhor o trabalho do Instituto Recicleiros? Baixe agora o Relatório de Impacto Socioambiental 2024!

Aproveite a leitura!