Guaxupé (MG) é selecionada em edital internacional para desenvolver projeto de ação climática focado em compostagem

Foto: André Sanches e Fernando Pavoski.

O município de Guaxupé (MG), reconhecido por sua política pública de coleta seletiva e reciclagem, foi selecionado em edital internacional promovido pela rede C40 Cities e pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM). A iniciativa apoia cidades na estruturação de sistemas de gestão e tratamento de resíduos orgânicos com foco na mitigação climática. O anúncio ocorreu durante a 89ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).

O projeto “Guaxupé Composta – Implantação de Sistema Integrado de Tratamento de Resíduos Orgânicos” foi submetido pela Prefeitura de Guaxupé em parceria com o Instituto Recicleiros e a cooperativa de catadores Recicla Guaxupé, e aprovado pelo Programa Mutirão Brasil. No total, 33 cidades e dois estados foram selecionados para receber suporte técnico e financeiro entre mais de 150 propostas enviadas.

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Cartografia e políticas públicas: mapas como ferramentas de transformação

“Prefeitos de todo o Brasil estão avançando com ideias ousadas para enfrentar a crise climática ao mesmo tempo em que melhoram o dia a dia da população. O Programa Mutirão Brasil conecta as cidades ao conhecimento técnico e às parcerias necessárias para transformar planos em ação”, afirma Mark Watts, diretor executivo da C40 Cities.

O “Guaxupé Composta” busca estruturar um piloto de compostagem municipal, gerar dados operacionais reais e, a partir disso, elaborar o Plano Municipal de Compostagem, com potencial de escala para que outras cidades da região possam avançar nessa agenda. O projeto contribuirá para reduzir emissões de metano ao desviar matéria orgânica do aterro sanitário e promover o tratamento por compostagem. Esse material será convertido em composto para uso em agricultura e áreas verdes, com potencial de geração de créditos de carbono.

“Ter conseguido entrar nesse processo foi um grande passo para o município, visto que a compostagem é essencial para a gestão sustentável de resíduos. Ao transformar restos orgânicos em adubo, reduz-se o volume enviado a aterros e os impactos ambientais, como a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, a prática pode ser integrada a ações de educação ambiental, incentivando a participação da população”, afirma Rafaela Macedo Soares, Diretora de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura de Guaxupé.

O sistema de compostagem será implantado em área pública já dedicada à gestão de resíduos sólidos, onde já funcionam a Unidade de Processamento de Materiais Recicláveis (UPMR), o sistema municipal de gestão de resíduos da construção civil (RCC) e outras estruturas de manejo de resíduos urbanos. A expectativa inicial é de que o projeto trate cerca de 200 toneladas mensais. 

Impactos esperados

Ambientais: redução da disposição de orgânicos em aterro, diminuição de emissões de metano e produção de composto orgânico.

Sociais: fortalecimento da cooperativa de catadores Recicla Guaxupé, que será capacitada também para trabalhar na área de resíduos orgânicos, o que vai ampliar as oportunidades de trabalho e renda.

Econômicos: redução dos custos com a destinação final e potencial de geração futura de receitas com créditos de carbono.

Institucionais: elaboração do Plano Municipal de Compostagem, que vai gerar dados técnicos que servirão de modelo para outras cidades.

Assim, Guaxupé avança na implantação de um sistema integrado de tratamento de resíduos orgânicos, alinhando compostagem, inclusão de catadores e planejamento climático ao sistema de reciclagem já consolidado no município.

Programa Recicleiros Cidades

Desde 2020, Guaxupé integra o Programa Recicleiros Cidades, plataforma de desenvolvimento de políticas públicas de reciclagem e economia circular. Em 2025, o município registrou 548,19 toneladas de materiais reciclados, com 21 catadoras e catadores atuando no sistema e 484 ações de mobilização e educação ambiental realizadas.

“Guaxupé está construindo uma caminhada sólida e bem orientada rumo a um modelo de gestão de resíduos inclusivo e de baixo impacto ambiental. Um verdadeiro exemplo que prova que isso é possível quando a administração municipal é séria e comprometida. Com mais essa iniciativa, a cidade avança ainda mais, depois de estabelecer seu programa de reciclagem de sólidos secos em parceria com a cooperativa de catadores que agora terá mais esta oportunidade de desenvolvimento. Que sirva de referência e inspiração”, comenta  Erich Burger, Diretor Institucional do Instituto Recicleiros.

Catadores como protagonistas

A cooperativa Recicla Guaxupé, que já atua no processamento de resíduos sólidos no município, será protagonista no projeto “Guaxupé Composta”, já que vai ampliar sua atuação para os materiais orgânicos. “A Recicla abraça esse novo desafio inovador e acredita que o projeto será o início de uma nova etapa na gestão de resíduos em Guaxupé”, prevê Daniela Paulino, Presidente da Recicla Guaxupé.

A seleção de Guaxupé no Programa Mutirão Brasil é resultado da parceria entre a Prefeitura Municipal de Guaxupé, responsável pela coordenação institucional, infraestrutura e parte do financiamento do projeto; o Instituto Recicleiros, que atua no planejamento estratégico, suporte técnico e articulação institucional; e a Cooperativa Recicla Guaxupé, responsável pela operação, coleta, controle de dados e futura gestão de créditos de carbono, com apoio das Secretarias de Meio Ambiente, Obras e Serviços Urbanos e Educação.

Com a iniciativa, Guaxupé reforça o papel dos municípios na implementação de soluções climáticas concretas, conectando gestão de resíduos, política pública e impacto ambiental.

Por que as pessoas não reciclam? Pesquisa Vox Lab revela o comportamento do brasileiro na reciclagem

Reciclar é fundamental para o desenvolvimento sustentável. A maioria das pessoas concorda com a ideia que esta é uma prática necessária. Mas, por que os índices de reciclagem são tão incipientes no Brasil? 

O Vox Lab, laboratório de pesquisas de comportamento do Instituto Recicleiros, desenvolveu uma pesquisa inédita sobre hábitos de reciclagem da população brasileira que ajuda a entender esse contexto. O conteúdo está no e-book “O Brasil que diz sim, mas não separa!”, que acaba de ser lançado e pode ser baixado gratuitamente.

Após dois anos de trabalho de campo, batendo à porta de pessoas em 11 cidades, distribuídas por oito estados e quatro regiões, a pesquisa do Vox Lab, que conta com apoio da SIG, ouviu 4.419 pessoas para compreender como a população se relaciona com a coleta seletiva, qual o nível de conhecimento sobre reciclagem e o que impede que atitudes positivas se concretizem em práticas urbanas.

A pesquisa, conduzida com rigor científico e realizada junto aos municípios que integram o Programa Recicleiros Cidades, revela dados inéditos das barreiras comportamentais que dificultam o avanço da reciclagem no país. 

Baixe agora o e-book “O Brasil que diz sim, mas não separa!”

O conteúdo deste material pode ser aproveitado de maneira estratégica por gestores públicos na formulação de políticas públicas; programas de ESG de empresas comprometidas com a causa socioambiental; iniciativas de educação ambiental; e ações de comunicação e mobilização social.

“Essa pesquisa revela que os desafios da reciclagem no Brasil não estão somente na infraestrutura, mas também no comportamento da população. Ao escutarmos mais de quatro mil pessoas em suas próprias casas, conseguimos entender nuances profundas do porquê o brasileiro diz que recicla, mas não separa. Nesse e-book, trazemos um recorte destas análises, com o propósito de ser um material de apoio para entendermos melhor as lacunas da cultura, educação e mobilização para a mudança de comportamento para reciclagem no Brasil”, diz a pesquisadora Mônica Alves, mestre em Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental e Ciências Ambientais. 

Segundo a gerente de Sustentabilidade da SIG, “a reciclagem vai muito além da gestão de resíduos: ela é um vetor de impacto ambiental, social e econômico. Este e-book traduz conhecimento científico em caminhos práticos, capazes de fortalecer políticas públicas, orientar empresas e engajar cidadãos na construção de uma cadeia de reciclagem ética, inclusiva e transformadora.”

Sobre o Vox Lab

O Vox Lab, que tem a SIG como patrocinadora semente, é um laboratório voltado para as experiências e geração de conhecimento em mudança de comportamento para a reciclagem. Desde agosto de 2022, desenvolve pesquisas e testes dentro dos territórios do Programa Recicleiros Cidades. 

Primeira iniciativa consolidada de Recicleiros Lab, o Vox Lab se dedica a gerar dados com base em experiências práticas e transformar em conhecimento para ser compartilhado com o ecossistema, a fim de promover uma reciclagem de impacto, geradora de transformação social, viável economicamente e passível de ser replicada.

O Vox Lab produz conhecimento com base em experimentação prática, registro de dados qualificados e realização de pesquisas quantitativas e qualitativas. Tudo isso baseado no rigor científico e na qualidade que está no modo de ser Recicleiros.

Instituto Recicleiros apresenta o Relatório de Impacto Socioambiental 2024

O Instituto Recicleiros lançou a mais nova edição do seu Relatório Anual de Impacto Socioambiental, com os resultados referentes a 2024. 

Em sua terceira edição, o Relatório Recicleiros reforça o compromisso da organização com transparência e inovação e lembra sua missão primordial: fomentar a cultura da reciclagem no Brasil. O material destaca as principais conquistas, os desafios enfrentados ao longo do ano e os resultados alcançados pelas cooperativas de reciclagem que integram o Programa Recicleiros Cidades.

Veja alguns números do Relatório 2024:

  • 978.977 pessoas atendidas com o Programa Recicleiros Cidades;
  • 7.186,98 toneladas de resíduos reciclados em 2024 (18.065,24 toneladas desde o início do programa);
  • 2.136 ações de mobilização social e educação ambiental realizadas.

Muito mais do que um balanço, o relatório é um convite para a reflexão, a fim de inspirar, orientar e engajar os leitores na construção da necessária transformação socioambiental.

O documento, disponível para acesso público, também apresenta as iniciativas do Instituto Recicleiros em sua missão de integrar e dialogar com os diferentes setores da sociedade envolvidos na causa socioambiental – técnicos e gestores públicos, catadoras e catadores de materiais recicláveis, empresas e cidadãos.

Quer conhecer melhor o trabalho do Instituto Recicleiros? Baixe agora o Relatório de Impacto Socioambiental 2024!

Aproveite a leitura!

Ministério do Meio Ambiente habilita Recicleiros como entidade gestora de logística reversa

O Instituto Recicleiros foi habilitado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) como entidade gestora de sistemas de logística reversa de embalagens em geral, em âmbito nacional. As entidades gestoras são pessoas jurídicas responsáveis por estruturar, implementar e operar sistemas de logística reversa de produtos e embalagens em modelo coletivo. A Portaria Nº 1.469, assinada pela Ministra Marina Silva, foi publicada no Diário Oficial da União neste mês de setembro.

A publicação reconhece oficialmente o trabalho desenvolvido pelo Instituto Recicleiros ao longo dos anos por meio do Programa Recicleiros Cidades, e reforça o compromisso da organização com a regulamentação existente. Entre os requisitos desse processo de habilitação estão a atuação nacional, além da experiência e a capacidade técnica reconhecida. Hoje, de acordo com o SINIR, existem 13 entidades gestoras habilitadas pelo Ministério.

“Acreditamos que o mercado criado pela obrigatoriedade da logística reversa pode ser viabilizador da transformação estrutural necessária para fomentar a economia circular. Desempenhar o papel de entidade gestora se torna necessário para que possamos operar e comprovar esses mecanismos de impacto inovadores. Portanto, estamos felizes com a homologação”, diz Erich Burger, Diretor Institucional do Instituto Recicleiros.

O Programa Recicleiros Cidades, até o momento, já recuperou 22,5 mil toneladas de materiais, atende 1.013 milhão de pessoas com coleta seletiva na porta e gera 275 postos de trabalho diretos.

Confira a Portaria n°1469 em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/mma-n-1.469-de-11-de-setembro-de-2025-655172752

Recicleiros e Governo de Pernambuco lançam projeto de coleta seletiva e reciclagem inclusiva para municípios do estado

O Instituto Recicleiros, em parceria com o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas-PE), está lançando o projeto Recicla+Pernambuco, que vai transformar a gestão de resíduos sólidos no estado. O evento de lançamento, realizado na terça-feira (15), no Palácio do Campo das Princesas, contou com a participação da governadora Raquel Lyra.

O objetivo do inédito Recicla+Pernambuco é fomentar o desenvolvimento de políticas públicas para o aumento dos índices de reciclagem e a inclusão socioprodutiva de catadoras e catadores. O processo de qualificação de gestores públicos acontecerá por meio da plataforma Academia Recicleiros do Gestor Público e será aberto à participação gratuita dos 184 municípios do estado, mais Fernando de Noronha.

“Estamos levando desenvolvimento a todos os municípios de Pernambuco e isso também passa pela proteção do meio ambiente. Ao firmar esta parceria hoje com o Instituto Recicleiros e lançar o projeto Reciclar+Pernambuco, iremos incentivar nossas cidades a melhorarem a gestão de resíduos sólidos, assegurando melhorias ambientais e também nos índices de saúde municipais. O projeto também vai incluir os catadores de materiais recicláveis, que terão direito a um rendimento digno e outros benefícios. Em Pernambuco, a sustentabilidade caminha de mãos dadas com a justiça social e o cuidado com aqueles que mais precisam”, enfatiza a governadora Raquel Lyra.

Além de qualificar gestores municipais para o desenvolvimento da política pública de coleta seletiva e reciclagem, a iniciativa vai selecionar quatro municípios ou consórcios para implantação do projeto de coleta seletiva. Os investimentos serão destinados para montagem de Unidades de Processamento de Materiais Recicláveis (UPMRs) completas, campanhas de comunicação para engajamento da população, assessoria técnica para formação socioprofissional dos catadores, capital de giro limitado e, também, apoio técnico de longo prazo para a municipalidade. A duração prevista do projeto é de cinco anos.

Em contrapartida, as cidades deverão se responsabilizar pela regulamentação para criação da política pública de gestão de resíduos sólidos, além dos custos das etapas de coleta, transporte e processamento dos recicláveis. A incubação promovida por Recicleiros poderá beneficiar até cerca de 200 trabalhadores e suas famílias, por meio da geração de trabalho digno e da formação socioprofissional para empreenderem suas cooperativas.

“Esse é um projeto muito inovador e transformador para o estado. Com o Recicla+Pernambuco, oferecemos a oportunidade de todos os 184 municípios e o Arquipélago de Fernando de Noronha serem capacitados por uma instituição de vasta experiência teórica e prática para implantar efetivamente a coleta seletiva em seus territórios. O projeto também abrange a dimensão humana da reciclagem. Milhares de pessoas sobrevivem da coleta, separação e venda de materiais recicláveis no nosso estado. Capacitar e profissionalizar esses trabalhadores é uma ferramenta poderosa de emancipação econômica e social”, ressalta Ana Luiza Ferreira, secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha.

Baseado no conceito de blended finance, o projeto conta com aproximadamente R$ 21 milhões do Governo de Pernambuco e cerca de R$ 9 milhões de recursos complementares a serem captados pelo Instituto Recicleiros. O montante deverá vir de fontes como a logística reversa de embalagens, Lei de Incentivo à Reciclagem e de fundos não reembolsáveis (grants). Empresas e organizações interessadas em investir podem entrar em contato pelo e-mail: contato@recicleiros.org.br.

A SIG, líder no fornecimento de sistemas e soluções para embalagens, é apoiadora do projeto por meio do patrocínio da Academia Recicleiros do Gestor Público e patrocinadora semente Recicleiros. Desde 2018, acredita no programa que implementa e mantém nos municípios brasileiros um sistema de coleta seletiva e reciclagem eficiente e inclusivo.

“O Recicla+Pernambuco traz para o estado uma grande oportunidade de protagonismo e inspiração em relação às políticas de reciclagem e inclusão de catadores. Da forma como o projeto foi estruturado, teremos condições de oferecer suporte técnico qualificado para todos os municípios desenvolverem suas políticas públicas a partir de uma perspectiva de sustentabilidade. Para aqueles que decidirem participar da seletiva para as quatro vagas de implantação, será um caminho abreviado para ter uma operação modelo e economicamente viável”, comenta Erich Burger, Diretor Institucional do Instituto Recicleiros.

Os municípios e consórcios interessados em participar do processo de qualificação e seleção de cidades, devem realizar o cadastro em: https://conteudos.recicleiros.org.br/reciclapernambuco 

Origem do projeto

O Recicla+Pernambuco será realizado com base na experiência de 18 anos do Instituto Recicleiros e do Programa Recicleiros Cidades empreendido por Recicleiros, que incuba, atualmente, 14 sistemas municipais de coleta seletiva com a participação de cooperativas de catadores em onze estados brasileiros, inclusive Serra Talhada (PE). 

O Programa, que tem a SIG como patrocinadora semente, promove uma cadeia ética de reciclagem nos municípios, conectando todos os envolvidos no processo para garantir que a reciclagem seja justa do ponto de vista socioambiental, eficiente, de alto impacto e economicamente viável. Recicleiros oferece às prefeituras conhecimento técnico, parcerias e investimentos para ajudar a implementar a coleta seletiva e reciclagem como uma política pública perene.

Além disso, introduz um novo modelo de centrais de reciclagem: unidades modernas, seguras e eficientes, equipadas com tecnologia avançada e gestão profissional. Essas centrais geram oportunidades de trabalho e capacitação constante para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Em paralelo, Recicleiros e a cooperativa realizam ações educativas para sensibilizar conscientizar, mobilizar e engajar a população local, incentivando a responsabilidade comunitária compartilhada com o meio ambiente e com as pessoas. Dessa forma, o projeto consolida uma tecnologia socioambiental inspiradora e de sucesso em diversas cidades brasileiras.

Como a reciclagem pode colaborar no combate às mudanças climáticas?

A reciclagem é mais do que apenas um simples ato de separar e destinar resíduos. É um processo de transformação, onde o que se achava que não tinha valor vira algo novo, como uma metáfora para o próprio futuro que queremos para o nosso planeta. À medida que enfrentamos as mudanças climáticas, ela se torna um caminho fundamental para garantir o bem-estar ambiental e social, transformando o ciclo da produção e do consumo em algo equilibrado em todos os sentidos.

Realidade das mudanças climáticas: causas e consequências

As mudanças climáticas representam um dos maiores desafios globais do século XXI. Fenômenos como o aumento das temperaturas médias globais, a frequência crescente de eventos climáticos extremos e a perda irreversível da biodiversidade são consequências de como lidamos coletivamente com a natureza. Grande parte dessa degradação ambiental é impulsionada pela crescente demanda por recursos naturais e pela produção excessiva e descarte inadequado de resíduos sólidos.

No Brasil, aproximadamente 4% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) provêm do setor de resíduos sólidos, 64,1% desse total resulta da destinação inadequada de resíduos em lixões, aterros controlados e aterros sanitários, e esse número pode aumentar se não adotarmos práticas de gestão integrada.

Logo, a reciclagem se torna uma estratégia central para mitigação das consequências das mudanças climáticas.

A economia circular 

No Brasil, apenas 4% dos resíduos sólidos são reciclados, segundo dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA). Há muito o que se fazer para aumentar essa taxa, dentre as estratégias, podemos aprimorar processos de reciclagem a partir da economia circular, onde os produtos não seguem um ciclo linear de produção-consumo-descarte, mas são constantemente reintegrados no ciclo. Ou seja, em vez de extrair recursos da Terra, se reaproveita os materiais que já foram anteriormente produzidos, isso preserva os ecossistemas naturais e reduz a pressão sobre o que tiramos da natureza, que são recursos finitos.

A reciclagem de plástico, vidro, papel, metal e óleo de cozinha reduz o volume de resíduos nos aterros sanitários e no meio ambiente, evitando a liberação de metano — um gás de efeito estufa com um impacto 82,5 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2) ao longo dos próximos 20 anos.

Porém, para que as cadeias de reciclagem sejam capazes de conduzir alguma mudança nesse cenário, é urgente que aconteça a integração dos setores e seus atores e se crie uma cultura de responsabilidade compartilhada.

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A urgência da ação coletiva

Embora as vantagens da reciclagem sejam visíveis, a transição para um sistema de gestão de resíduos sustentável depende do esforço coletivo. É central que governos, indústrias e cidadãos desempenhem seu papel da melhor forma possível.

Governos precisam pensar em políticas públicas que incentivem a reciclagem em larga escala, oferecendo incentivos para as organizações, além de investir em infraestrutura de coleta e processamento de materiais recicláveis. As indústrias, por sua vez, podem adotar a economia circular como modelo de negócios, integrando a reciclagem como uma prática intrínseca em seus processos produtivos. E, por último, os cidadãos precisam compreender as questões de reciclagem como um direito e um dever, compreendendo a importância da separação adequada dos resíduos e se comprometendo com o consumo responsável, tudo isso com possibilidade de acesso à informação e fortalecimento comunitário.

O Instituto Recicleiros é uma das organizações comprometidas com essa pauta, atuando como um agente integrador entre prefeituras, empresas, catadoras e catadores. Por meio de sua atuação, o Instituto capacita gestores públicos municipais para implementar políticas públicas voltadas à coleta seletiva e à reciclagem, enquanto apoia processos de incubação de cooperativas de reciclagem, colaborando para que se tornem empreendedores coletivos organizados. Além disso, busca mobilizar a população através de ações de educação socioambiental para que a cadeia da reciclagem entre em circularidade onde todos os atores são engajados.

Ainda há chances

O poder de transformação está em nossas mãos, e com cada gesto, estamos não só protegendo o ambiente, mas também construindo um futuro onde o respeito à natureza é a base para uma convivência harmônica com nosso planeta.

O futuro está sendo moldado hoje. Reciclar é acreditar que um mundo com justiça socioambiental é possível e que as mudanças climáticas não são um destino, mas uma chance para nos reinventarmos.

Fontes:

Global Alliance for Incinerator Alternatives. RESÍDUO ZERO PARA ZERO EMISSÕES: A REDUÇÃO DE RESÍDUOS COMO A VIRADA DE JOGO CLIMÁTICA. out. 2022. Disponível em: <https://polis.org.br/wp-content/uploads/2023/05/completo-ZWZE-paginaunica.pdf>

Instituto Recicleiros no Jornal Nacional: Piracaia como exemplo da mudança que queremos

Você já parou para pensar na quantidade de lixo que descartamos diariamente? Será que tudo o que vai para a lixeira deveria realmente estar ali? Um dado alarmante do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima revela que o Brasil desperdiça impressionantes R$ 38 bilhões por ano enterrando ou destinando a lixões materiais recicláveis e orgânicos que poderiam retornar à economia gerando emprego e renda para diversas famílias. 

Além disso, os municípios investem R$ 30 bilhões anualmente em coleta e destinação de resíduos, mas apenas 30% das cidades possuem programas de coleta seletiva.

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Recicleiros e Ministério do Meio Ambiente fecham Acordo de Cooperação para capacitar catadores de cooperativas e impactar a gestão de resíduos sólidos

Com a aproximação da COP 30, a Conferência do Clima da ONU que será realizada em Belém, o tema da reciclagem ganha ainda mais relevância. Em sintonia com esse debate global, o Jornal Nacional lançou, no dia 6 de janeiro, uma série especial de quatro reportagens, comandada pelo jornalista André Trigueiro, para sensibilizar a população sobre o papel crucial da reciclagem na preservação ambiental e no combate às mudanças climáticas.

Piracaia: referência em reciclagem e inclusão socioambiental

Neste cenário, o Instituto Recicleiros teve seu trabalho em Piracaia (SP) destacado logo no primeiro episódio da série especial apresentada por Trigueiro. Há três anos, o município iniciou seus primeiros passos na separação de resíduos por meio de uma ação colaborativa promovida pelo Programa Recicleiros Cidades, que une empresas, poder público e sociedade para transformar a realidade socioambiental do município. Hoje, Piracaia é referência de como a reciclagem pode gerar resultados concretos, beneficiar a comunidade e promover mudanças duradouras. Essa trajetória reflete claramente o impacto positivo que podemos gerar juntos.

A reportagem mostrou como a coleta seletiva mudou a rotina de Piracaia. Agora, o resíduo reciclável é separado e reaproveitado, gerando renda e dignidade para as famílias que trabalham na cooperativa Recicla Piracaia. Assim, as catadoras e  os catadores passaram a contar com melhores condições de trabalho, e o impacto na renda das famílias se transformou.

Educação ambiental: mudando a cultura da população

Mas a mudança não aconteceu apenas na cooperativa. A população de Piracaia também abraçou a ideia. Com campanhas de educação ambiental e muita conversa, os moradores passaram a separar o lixo seco — plástico, vidro, papel, metal e óleo de cozinha — e a entender que pequenas mudanças de hábito fazem uma enorme diferença.  

O destaque no Jornal Nacional foi um marco para o Instituto Recicleiros. Mais do que uma história de sucesso, a experiência de Piracaia mostra que a reciclagem pode mudar vidas e realidades. Em um país que ainda enterra bilhões de reais em materiais recicláveis, iniciativas como essa provam que é possível virar o jogo.  

A série especial do Jornal Nacional é um convite para refletirmos sobre o impacto do desperdício e a importância de adotarmos hábitos mais conscientes. Reciclar é mais do que uma prática ambiental; é um passo essencial para construir um futuro sustentável, justo e equitativo. Que tal começar hoje?

Para assistir os episódios, acesse:

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Florianópolis é a única cidade lixo zero do Brasil

Se a sua empresa quer fazer parte dessa mudança socioambiental, vem falar com a gente. Se o seu município quer implementar um sistema de coleta seletiva e reciclagem, vem falar com a gente também.

Recicleiros e Ministério do Meio Ambiente fecham Acordo de Cooperação para capacitar catadores de cooperativas e impactar a gestão de resíduos sólidos

O Instituto Recicleiros e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) uniram forças em um Acordo de Cooperação que visa aprimorar a gestão sustentável e inclusiva de resíduos sólidos no Brasil. A parceria se propõe a transformar desafios em oportunidades à medida que estabelece um intercâmbio de experiências, informações, material técnico, metodologias e tecnologias para contribuir com a gestão de resíduos, especialmente relacionado à capacitação de catadoras e catadores de materiais recicláveis.

O acordo está centrado na Academia Recicleiros do Catador, uma plataforma inovadora desenvolvida por Recicleiros que oferece formação técnica e humana abrangente e totalmente gratuita a catadores de materiais recicláveis organizados em cooperativas.

O foco da Academia Recicleiros do Catador é facilitar o acesso a conteúdo técnico formativo de qualidade, possibilitando o desenvolvimento socioprofissional dos catadores e, ao mesmo tempo, a qualificação de processos institucionais e de gestão da cooperativa. Com isso, a ideia é garantir aumento na produtividade, na segurança e na rentabilidade das organizações, promovendo trabalho digno, renda perene e mobilidade social dos catadores e cooperados.

O modelo da Academia do Catador é baseado na instrumentalização de facilitadores que encontram na plataforma um arsenal de recursos e ferramentas organizadas em formato de trilha de aprendizagem que facilita e orienta a abordagem desses facilitadores para um trabalho tecnicamente correto e eficaz.

A ferramenta tecnológica está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, que miram a erradicação da pobreza, a promoção de trabalho digno, o crescimento econômico e a implementação de práticas responsáveis de consumo e produção. 

A Academia do Catador já tem diversos módulos concluídos e em teste, além de outros módulos e recursos tecnológicos em desenvolvimento para os próximos meses. A cooperação com o MMA fortalece a iniciativa e busca fomentar o desenvolvimento contínuo da solução, que será lançada oficialmente no primeiro trimestre de 2025.

“A Academia Recicleiros do Catador foi a melhor forma que encontramos de reunir tudo aquilo que desenvolvemos no Instituto Recicleiros com a prática dos últimos 18 anos de atuação. Entendemos que faltavam recursos práticos para que técnicos pudessem orientar e conduzir seus trabalhos com as cooperativas de maneira organizada, orientada e com qualidade. A parceria agora estabelecida com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima fortalece esse trabalho que vem sendo desenvolvido graças aos nossos patrocinadores e de muita dedicação do nosso time, para que a plataforma seja cada vez mais completa, mais útil e acessível a quem precisar”, diz Erich Burger, Diretor Institucional de Recicleiros.

Adalberto Maluf, Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do MMA, destacou a importância da parceria: “É mais um importante marco dentro dos esforços do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima pela inserção socioprodutiva das catadoras e catadores de materiais reciclados, que é uma das nossas maiores prioridades. Este ano, voltamos a investir na infraestrutura das cooperativas, estamos trabalhando para aumentar as metas, a transparência e a efetividade das políticas de logística reversa, e precisávamos de ferramentas de capacitação e desenvolvimento para que as cooperativas possam ampliarem seus serviços, melhorar suas operações e cada vez mais ter uma remuneração justa dentro da reciclagem. Por isso, nossa felicidade dessa parceria com a Academia Recicleiros do Catador”.

A Academia Recicleiros do Catador tem o patrocínio da SIG, Nestlé e Instituto Heineken.

Os pilares da parceria Recicleiros e MMA

Cada parte tem as suas responsabilidades no acordo de cooperação. Em síntese, Recicleiros deve trabalhar no desenvolvimento de conteúdos educacionais e gestão da plataforma de aprendizagem; oferecer suporte técnico e metodológico aos facilitadores; prover o monitoramento e avaliação do progresso dos participantes; além de ampliar os conteúdos com regularidade.

Em contrapartida, caberá ao Ministério do Meio Ambiente a promoção da plataforma nacionalmente; a conexão com outras iniciativas governamentais para expandir o alcance; a avaliação de impacto e coleta de dados para fortalecer políticas públicas; e a colaboração técnica em temas importantes como logística reversa, lei de incentivo à reciclagem e remuneração de serviços ambientais.

A Academia do Catador está disponível em caráter de testes para técnicos multiplicadores que desejam colaborar no projeto-piloto. Escreva para academia.catador@recicleiros.org.br e solicite o acesso.

Para ter mais informações sobre o lançamento da Academia do Catador e das últimas atualizações da plataforma, acesse www.academiadocatador.org.br e cadastre-se já.

Projeto Hub Recicleiros conecta resíduos com a reciclagem inclusiva

O Projeto Hub é a nova solução do Instituto Recicleiros que visa fortalecer o ecossistema de reciclagem inclusiva no Brasil. Essa iniciativa inovadora busca conectar grandes empresas recicladoras com cooperativas e associações de catadores de diversas regiões do país, aumentando as taxas de reciclagem e gerando novas oportunidades de negócios.

Por meio do Programa Recicleiros Cidades, o Instituto oferece sua infraestrutura, equipe e contratos em todo o território nacional, para conectar os elos da cadeia de economia circular e promover novas conexões produtivas.

O objetivo é facilitar o acesso de cooperativas e associações com baixo volume de material, falta de equipamentos ou restrições logísticas ao mercado, utilizando a infraestrutura e a rede logística Recicleiros. A iniciativa visa interligar essas organizações e catadores ao mercado, garantindo receita adicional a eles e o aumento das taxas de reciclagem.

O primeiro movimento do Projeto Hub Recicleiros está acontecendo na região Nordeste, com as cooperativas Recicla Serra Talhada (PE) e Recicla Cajazeiras (PB), ambas incubadas pelo Programa Recicleiros Cidades. Essas plantas estão recebendo vidros de outras organizações vizinhas, processando-os e fornecendo-os à unidade de Recife (PE) da parceira Owens-Illinois, uma das maiores fabricantes de embalagens de vidro do mundo.

Na prática, o processo funciona assim: pequenos volumes de vidro, que anteriormente não eram viáveis comercialmente, são captados pelo Hub Recicleiros. Veículos parceiros coletam esses materiais das cooperativas e/ou associações próximas para serem processadas na linha de trituração de vidro das cooperativas do Programa Recicleiros Cidades. Depois, com as cargas consolidadas, viajam diretamente para o reciclador, sem intermediários e com total rastreabilidade.

Essas duas cooperativas têm capacidade para atender cerca de 50 cidades no entorno dos Hubs, impactar quase 900 mil pessoas e coletar até 240 toneladas de vidro por mês.

“A reciclagem de vidro ainda enfrenta desafios logísticos no Brasil, mas com iniciativas como o Hub Recicleiros, estamos criando soluções práticas para integrar esse material à economia circular. Ao transformar esse resíduo em fonte de renda para organizações de catadores, não só estamos preservando o meio ambiente, mas também gerando oportunidades econômicas em áreas que historicamente possuem pouca oferta de infraestrutura e compra dos recicláveis, como é o caso do semiárido brasileiro”, destaca Carolina Finardi, Coordenadora de Negócios e Parcerias do Instituto Recicleiros.

“A nossa luta pela reciclagem acontece há muito tempo. Agora, chegou o momento de avançar e realizar um trabalho digno pelo nosso município. Estamos felizes porque nunca tínhamos conseguido vender vidro, e temos uma quantidade significativa. Não queremos deixar esse vidro à toa em nossa cidade, ocupando o espaço de que tanto precisamos”, afirma Maria de Fátima Barbosa Belém, Presidente da Associação Café com Arte, coletivo de artesãos, agricultores e catadores de Petrolândia (PE), que no último mês vendeu mais de 10 toneladas de vidro para o projeto.

“Estamos felizes com essa parceria, que já deu certo. Não tínhamos comprador, e foi uma bênção Recicleiros aparecer”, acrescenta Maria de Fátima.

A proposta do Projeto Hub Recicleiros é chegar a todos os materiais – além do vidro, plástico, metal, papel e longa vida. O Hub Recicleiros beneficia o meio ambiente ao reduzir a quantidade de material descartado, melhora a receita das organizações de catadores e facilita o acesso das empresas a materiais de alta qualidade e com rastreabilidade.

Se você gostou da iniciativa e tem interesse em contribuir com demandas para outros materiais e/ou regiões do país, entre em contato conosco!

Campanha de reciclagem Separa+ expande ações de conscientização em território do Programa Recicleiros Cidades

A campanha Separa+, que promove ações de comunicação e conscientização junto à população de Guaxupé (MG), território que conta com o Programa Recicleiros Cidades, entra em uma nova fase. Neste mês, promotores do Separa+, cooperados da Recicla Guaxupé e Agentes de Saúde do município estão visitando moradores e comerciantes para conscientizar, orientar e esclarecer possíveis dúvidas sobre a separação de recicláveis – plástico, vidro, papel, metal e óleo de cozinha.

O Separa+ é uma iniciativa conjunta entre a cooperativa Recicla Guaxupé, a ONG Delterra, o Instituto Recicleiros e a Prefeitura de Guaxupé, que visa promover uma mudança de comportamento na população em relação à reciclagem.

Essa expansão do Separa+ passa pelo acordo entre Recicleiros e Delterra em Guaxupé (MG), visando a mudança de comportamento da população. A ideia da parceria é aplicar as experiências exitosas da Delterra nos seus projetos no exterior, e testar o desempenho da estratégia pela primeira vez no Brasil, considerando o potencial de um território adequado, com estrutura exemplar, como Guaxupé.

“Temos posicionado o Programa Recicleiros Cidades como um grande laboratório de práticas que possam ajudar o Brasil a elevar seus índices de reciclagem”, afirma Erich Burger, Diretor Institucional do Instituto Recicleiros.

Novos hábitos socioambientais

Desde maio deste ano, a equipe do Programa Separa+ vem trabalhando para que os moradores adquiram novos hábitos de reciclagem, mostrando que, ao separarem o lixo para a reciclagem dentro de casa, estão contribuindo não só com o meio ambiente e para a limpeza e sustentabilidade de Guaxupé, mas também colaborando com a renda das famílias dos cooperados que vivem da reciclagem.

Durante as visitas, além de orientações sobre os tipos de materiais recicláveis e como separá-los corretamente, os moradores recebem um calendário de coleta, no qual podem marcar o dia em que o caminhão da reciclagem passa por seu bairro. O calendário também inclui um QR code que permite acesso, via WhatsApp, ao canal oficial do projeto Separa+, onde os moradores podem tirar dúvidas, obter informações sobre os dias e horários de coleta e conhecer mais sobre o trabalho da cooperativa Recicla Guaxupé.

As equipes de campo também estão visitando os comércios dos bairros e da região central da cidade para informar sobre os materiais recicláveis e a coleta seletiva. Além disso, os times de comunicação incentivam os comerciantes a colaborar com a campanha, permitindo a exibição de cartazes informativos.

“O serviço de coleta seletiva está bastante avançado em Guaxupé, mas a população ainda está incorporando este novo hábito às suas rotinas. A comunicação precisa ser constante, e é preciso responder às dúvidas e dificuldades de quem ainda não aderiu à reciclagem, por isso as visitas porta a porta são tão importantes” diz Luciana Ribeiro, representante do Instituto Recicleiros.

Além das visitas promovidas pela campanha Separa+, os guaxupeanos também estão sendo impactados por outros meios de comunicação, como rádios, jornais, ônibus circulares e redes sociais.