O Instituto Recicleiros promove, nos territórios do Programa Recicleiros Cidades, a mudança de comportamento para reciclagem por meio de um conjunto estruturado de ações de mobilização social e educação ambiental que dão sustentação real à coleta seletiva.
Essas iniciativas incluem visitas domiciliares, diálogos comunitários, atividades educativas e momentos práticos de orientação. A abordagem é direta, acessível e territorializada, com explicações de fácil entendimento.
Uma engrenagem que conecta informação, educação, presença e mudança de comportamento.

Mas antes destas ações, é feito um amplo trabalho de pesquisa e conhecimento prévio dos territórios, como explica Mariana Almeida, Coordenadora de Mobilização do Instituto Recicleiros. “Partimos sempre do princípio de que cada município é único. Começamos com o mapeamento do contexto local e a compreensão do perfil das pessoas que vivem naquele território. Com conhecimento e estratégia, atuamos para que as ações não sejam simplesmente repassar informação, mas mobilizar e comunicar para a mudança de comportamento para a reciclagem.”
Inteligência de dados
Em 2025, o Instituto Recicleiros fortaleceu a gestão de dados das ações de mobilização social e educação ambiental para qualificar a tomada de decisão e ampliar o impacto nos territórios.
Os sistemas de registro foram reorganizados com critérios de padronização, governança e confiabilidade, garantindo indicadores mais consistentes e comparáveis. Os dados passaram a refletir o volume, a qualidade e os resultados das ações.
“Quando falamos em dados na mobilização social, estamos falando de memória, de aprendizado coletivo e de decisões mais alinhadas com a realidade de cada território. Ao longo do ano, construímos uma base de dados mais confiável e viva, que serve para registrar e monitorar processos, além de orientar escolhas, corrigir rotas e fortalecer o impacto das ações.”
Ana Clara Teles, Analista de Dados do Instituto Recicleiros.

Quem vive a reciclagem, mobiliza e leva conhecimento
As cooperativas são protagonistas das ações de mobilização e educação ambiental.
Em 2025, Recicleiros fortaleceu essa atuação ao estruturar os papéis de coordenação e assistência de mobilização dentro das cooperativas e realizar o curso de Formação de Educadores Socioambientais.
Com mais organização e preparo, cooperadas e cooperados ampliaram a capacidade de planejar, executar e acompanhar as ações nos territórios. Isso potencializa, na prática, o impacto da coleta seletiva nos municípios.

“Foi muito interessante aprender que para cada público existe um tipo de abordagem específica.São ensinamentos que nos inspiram para a prática da mobilização.”
Fernanda Oliveira, coordenadora de Mobilização da Recicla Maracaju.

“Mobilizar é o caminho para trazermos mais recicláveis para a cooperativa. Poder ampliar conhecimentos sobre estas ações é fundamental para nossa cooperativa.”
Jaciara Baltazar, coordenadora de Operação da Recicla Maracaju.

Dois projetos fortalecem a Educação Ambiental nas escolas
A educação ambiental nas escolas é estratégica para fortalecer a coleta seletiva nos municípios. Neste campo, Recicleiros atua em dois importantes projetos.

O Reciclando o Futuro oferece planos pedagógicos estruturados ao longo do ano letivo para o ensino fundamental I. Aborda, de forma lúdica, temas relacionados à reciclagem e à responsabilidade socioambiental.
Já a campanha A Reciclagem Não Tira Férias mobiliza as escolas para a coleta de livros, cadernos e materiais didáticos recicláveis ao final do ano letivo, que resultou na arrecadação de 75,4 toneladas em 2025.
“Esta campanha traz resultados positivos na captação de materiais recicláveis e na mobilização da comunidade escolar, ao envolver pais, responsáveis, alunos e professores. Trata-se de um movimento que estimula a reflexão sobre a destinação correta dos materiais que não serão utilizados no próximo ano letivo.”
Mariana Almeida, coordenadora de Mobilização do Instituto Recicleiros.

“O envolvimento dos alunos é sempre expressivo, com muitos estudantes levando resíduos recicláveis de casa para garantir a destinação correta na escola. Uma ação que vai além dos muros da escola.”
Carlos Alberto da Cruz Filho, Mobilizador da cooperativa Recicla Guaxupé.
